8 de fev de 2003

Há trinta anos, morreu assassinado num bar em Copacabana um dos maiores jogadores que o futebol brasileiro já produziu -- para o gosto do Tinhorão, evidentemente. Trata-se de Almir Pernambuquinho (foto), craque do Flamengo, Santos, Curintcha e outros clubes menos votados.

Em entrevista à revista Placar, Almir definiu-se como "um marginal do futebol". Jogou dopado contra o Milan; meteu a cara no pé do zagueiro Maldini, cavando um pênalti escandaloso e dando ao Santos o seu segundo Mundial; fez um gol improbabilíssimo contra o Bangu, em 1966, metendo a cara na lama e tornando-se capa do francês L'Équipe, que o intitulou "le Pelé blanc"; desceu a porrada em todo o time do Bangu quando o Flamengo foi garfado na decisão do Carioca de 1966.

Mais que um jogador, Almir foi cabra macho a honrar a camisa que vestia, sobretudo a do Flamengo. Sua indignação pela sacanagem a que submeteram o clube, em 1966, lembra o inconformismo do Beto com as embaixadinhas do pederasta Pedrinho. De lá para cá, Beto não só devolveu as embaixadinhas, em 2000, como encarou, sozinho, todo o time e torcida do Vasco, em 2001.

Mas o assunto aqui é o Pernambuquinho, a quem presto minha homenagem. E recomendo a leitura da matéria especial que o Futbrasil dedicou a ele.

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