13 de nov de 2009

O BOM FILHO A CASA TORNA

Eu sei, todos nós temos preocupações mais nobres com que nos ocupar, e nos dias que correm o Brasil inteiro acompanha, fascinado, a epopéia rubro-negra lá no alto da tabela. Mas os amigos hão de perdoar esta minha frescura de não falar no assunto, para não atrapalhar a sorte, e dirigir minha atenção por um momento ao fundo da tabela.

Amigos, parece que agora é oficial: o pavoroso tricolor pernambucano (preto, vermelho, amarelo, combinação de inexcedível mau gosto), o lamentável Sport Club do Recife acaba de conquistar um lugarzinho em seu habitat natural, em 2010: a segunda divisão. Antes que me acusem de diminuir indevidamente o antipático Ixpó, só me permitam assinalar que são eles mesmos que o confessam, ao bordar duas estrelinhas douradas e uma prateada em cima de seu escudo: a prateada para a Copa do Brasil de 2008, as outras duas para 1987 e 1990.

Digam o que quiserem de 1987, a mim me parece que festejar essa conquista com uma estrela igualzinha à que recorda a segunda divisão de 1990 é gesto dos mais eloqüentes: denuncia que, no fundo, eles lá sabem a real importância do “título” de que ainda hoje se pavoneia o irrelevante Homero Lacerda. A confissão de parte, relevo de prova.

Pois muito bem. Caiu o Sport, e em vez de fazer passeatinhas histéricas a sua minúscula torcida devia era regozijar-se pela chance de bordar outra estrelinha na camisa, que são as únicas a seu alcance: as da segunda divisão. (Essas e as da Copa do Brasil, um torneio tão irrelevante que andou sendo vencido por agremiações do quilate do Criciúma, Juventude, Paulista de Jundiaí e Santo André. E do Sport, claro.)

Dirão os senhores que estou sendo muito duro com quem nunca pôde aspirar seriamente rivalizar com o Flamengo, e que só existe no mapa como nota de rodapé a recordar a esculhambação que era a CBF de Nabi Abi Chedid e Otávio Pinto Guimarães. É possível, e eu mesmo admito que a melhor receita para lidar com essa gente exótica é a que o meu amigo Arthur Muhlenberg batizou de o maluco do ônibus: o torcedor do Sport é como o bêbado ou o doido que se senta ao nosso lado no ônibus, e em seguida começa a pronunciar incongruências sobre o clima, o crime, la vie, l’amour et la mort. É fingir que não é com a gente e vamos embora.

Mas eu sou um escroto, e teimo em achar que quem, com onze perebas inapeláveis, pretende usurpar a glória de Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Aílton, ZICO, Renato, Bebeto e Zinho (dez jogadores de seleção, contra nenhum deles) -- quem tem essa pachorra precisa que lhe esfreguem na cara, vez por outra, a sua própria insignificância. E que ocasião melhor que esta?

Além dos motivos propriamente futebolísticos, há os outros, cívicos. Sem jamais ter alcançado um único feito de que o Nordeste possa orgulhar-se, essa malta resolve tratar-nos de “vergonha do Nordeste”. Em seu provincianismo míope, não lhes ocorre que um pernambucano, cearense ou potiguar possa sentir-se acima de tudo brasileiro, e expressar sua brasilidade na mais nacional de todas as instituições, que é o Clube de Regatas do Flamengo. Flamengo onde o Nordeste sempre encontrou motivos para orgulhar-se de si mesmo e de suas contribuições à grandeza pátria, na figura de um Júnior (paraibano), um Dida ou um Zagallo (alagoanos), um Nunes, Aldair, Toninho, Bebeto ou Obina (baianos), um Ronaldo Angelim (cearense), um Dequinha (potiguar), um Iranildo ou Almir (pernambucanos).

Desafio o Sport escalar seleção nordestina semelhante!

Fato é que, descontada a ignorância sobre os méritos alheios, só pode considerar os demais como “vergonha do Nordeste” quem se arroga condições de orgulhar a toda a região. Está longe de ser o caso do pavoroso Sport Club do Recife, que só pôde pretender comparar-se aos grandes quando quis levar na mão grande um título que tem dono, e é do Flamengo. Dirão os paranóicos e os ressentidos que há muito de preconceito nessa indiferença unânime de todo o Brasil à gloríola do Sport em 1987. Essa gente existe às pencas na Ilha do Retiro, e atinge orgasmos cívicos ao som de “Nordeste Independente”. Fosse verdade, no entanto, e o Brasil inteiro não se lembraria com carinho da epopéia do Bahia em 1988, o Bahia de Bobô, Charles e Zé Carlos, o primeiro clube nordestino a sagrar-se campeão brasileiro, passando pelo Fluminense e pelo Internacional. E pelo Sport.

Mas hoje nem é preciso lembrar 1987 para negar ao Sport qualquer pretensão de orgulhar a Pernambuco ou ao Nordeste. Basta lembrar que, nos delírios de grandeza dessa choldra, 2009 era o ano de ouro, o annus mirabilis do Sport. O ano em que, vestido de camisa dourada, o valoroso Leão do Norte avançaria, irresistível, pela Libertadores e plantaria a bandeira pernambucana no centro do gramado de Tóquio (ou dos Emirados Árabes, onde seja).

Calhou que, se algum simbolismo tinha a camisa dourada, era apenas a lembrança do Módulo Amarelo, da segunda divisão, onde o Sport se sente em casa e aonde agora regressa, bom filho que é. Para, quem sabe, bordar mais uma estrelinha amarela no peito, em dezembro de 2010.

17 de jun de 2009

GUERRA À MEDIOCRIDADE

Pode-se extrair algo de positivo da recente seqüência de catástrofes (que ninguém sabe dizer se já acabou)? De positivo, nada, que ninguém aqui há de ficar contente quando o Flamengo nos envergonha. Nem mesmo os que, como eu ou o Lucas Dantas, tivemos de arcar com as acusações mais injustas -- de “corneteiros” a “antiflamengos” -- por assinalar as carências evidentes desse Flamengo. De mais a mais, não há figura mais irritante, nas derrotas, do que o pessimista que desanda a falar “eu-te-disse”.

Mas, se prazer não nos dá, ao menos permite desacreditar alguns mitos que há anos a gente vê repetidos por aí, às vezes por rubro-negros da melhor cepa (outras, nem tanto). O principal deles é a conversa mole de que, aconteça o que acontecer, estamos “melhor que em 2005” -- a data mágica em que o sr. Kléber Leite ressurgiu do ostracismo para, segundo a versão, salvar o Flamengo do rebaixamento, montar times competitivos e fazer-nos aspirar a coisa melhorzinha do que escapar da segundona.

Para quem tinha olhos de ver, a falsidade desse argumento já devia ser evidente ao final da temporada passada. Não só pela maneira vergonhosa como ficamos de fora das brigas pelo título e pela Libertadores -- indícios de que o time tinha estacionado num patamar indigno do Flamengo --, mas sobretudo pela declaração inacreditável, para quem não compactua com a mediocridade, de que a “prioridade” para 2009 era o campeonatinho carioca. Discrepâncias à parte sobre o valor do carioquinha, elegê-lo como prioridade não é comportamento de quem aspira à grandeza.

Fato é que, com apenas seis jogos disputados, eu conheço rubro-negro que já anda fazendo conta de quanto falta para escaparmos do rebaixamento (para quem quiser manter o cômputo, faltam 38 pontos em 32 jogos). Queira Deus que essa precaução não seja necessária e que, ao final do primeiro turno, estejamos aí mais ou menos onde estamos, graças ao Patético Paranaense e ao todo-poderoso Santo André. Mas mesmo esse cenário desacredita a tese furada de que o sr. Kléber Leite fez deste um Flamengo protagonista.

Outro mito que cai é o do valor do nosso elenco. Esqueçamos os que argumentam, com a cara mais lavada deste mundo, que até o jogo contra o Sport tudo vinha bem, porque “jogamos melhor” que o Internacional e o Cruzeiro (quando a única definição válida de “melhor”, em futebol, é fazer mais gols que o adversário). Concentremo-nos nos não-piadistas que viam esse time bater (aliás, empatar) no Botafoguinho e viam aí material humano bastante para bater no São Paulo ou no Inter. Quantos destes já começaram a rever seus conceitos? Mais importante: quantos destes já põem em questão a sabedoria da decisão (de quem? de quem?) de “manter a base” que tanto desgosto nos deu, em 2008, assim como se falasse dos juniores de 1990?

Senhores, estive lendo os comentários aos últimos posts. Mais do que a insistência de alguns em ainda defender o sr. Kléber Leite, chama a atenção a freqüência com que os esclarecidos se rendem à resignação: sim, o Flamengo de hoje é uma zona, e o principal culpado é o Kléber Leite, mas de que me adianta ter certeza disso se, no fim do ano, uma centena de sócios vai reconduzi-lo ao mando ou eleger coisa igualmente ruim?

Eu queria poder oferecer uma palavra de alento a esses torcedores, mas hesito. Tenho a mesma confiança que eles na sabedoria de um sócio do Flamengo diante de uma urna. Ainda assim, não posso deixar de ter uma pontinha de esperança ao ver um rubro-negro dos melhores como o meu querido Arthur Muhlenberg subscrever, no espaço exíguo de uma semana, duas das teses que eu vinha defendendo aqui, de maneira inglória: (1) que, com Bruno, Leo Moura e Juan (eu ainda acrescentei o Ibson), este Flamengo tem uma espinha dorsal de perdedores, de atletas falhos de caráter, e é preciso escorraçá-los da Gávea o quanto antes; e (2) que, mais que derrubar treinador, é chegada a hora de botar na rua quem escolhe treinador e compra e vende jogador (o Arthur, muito mais elegante que eu, prefere não dar nome aos bois, mas eu aponto à execração pública os srs. Kléber Leite e Plínio Serpa Pinto).

Assim como o Arthur, vejo muita gente boa, aqui mesmo neste espaço, gente que antes discordava de mim (às vezes enfaticamente), hoje defender as mesmas coisas que eu venho defendendo há pelo menos um ano.

Se essa consciência crescente é capaz de influenciar o torcedor que vota, eu não sei. Eu às vezes desconfio de que o sócio do Flamengo é impérvio à argumentação racional. Mas talvez, antes de perdermos de vez a esperança e deixarmos o Flamengo apequenar-se dia a dia nas mãos de Kléber Leites e quetais, talvez valha a pena um último esforço. É preciso ser implacável ao assinalar a culpa central do sr. Kléber Leite no apequenamento do Flamengo, de 1995 para cá. Recordar aos indecisos, sempre que possível, a seqüência de vexames que começou lá com o pior ataque do mundo e não terminou nunca mais. Desmontar cada um dos mitos em que essa gente se escora -- “melhor que 2005”, “melhor que o Edmundo”, “melhor que Barros e Biscotto” -- e assegurar que o Flamengo pode ter um futuro melhorzinho do que isso. E, sobretudo, nunca, jamais compactuar com a mediocridade.

Hoje, muito mais gente está convencida disso do que ontem. Se conseguirmos a adesão de alguma organizada, tanto melhor, mas não alimentemos ilusões. Se cada um fizer a sua parte, se for intransigente e explícito em seu ódio, só a força das nossas convicções há de ser irresistível até mesmo para o mais alienado dos sócios-eleitores.

Fora, Kléber Leite!

5 de mai de 2009

TRAGAM DE VOLTA A FAIXA

Os Virgílios e Homeros do carioquinha hão de me dar licença para falar do tema fastidioso dos oito meses que nos restam de temporada. Muito bem, ganhamos o pentatri e até eu, descrente que sou do valor desses certames municipais, me emociono com a nossa torcida se emocionando. Celebro a nossa torcida celebrando, e não há reação mais rubro-negra que esta.

Passado, no entanto, o deslumbramento com a nossa festa, sou tomado pelo impulso sádico de ir aos blogs botafoguenses para vê-los espernear. E constato, mortificado, aquilo que eu já sabia: bater nessa gente é covardia, tripudiar deles depois deve ser até pecado, e me desculpem se eu não me sinto bem vendo o Flamengo comportar-se como o peso-pesado que se compraz em trocar sopapos com pesos-pluma. Mengão has been boxing way below its weight, se me permitem.

Polêmicas à parte sobre o valor atual do carioquinha, o que não devia ser objeto de debate é que, valioso ou não, o estadual é menos que suficiente para as aspirações e tradições de um time do tamanho do Flamengo. Digo isso porque, infelizmente, os sinais que recebemos da Gávea, passados dois dias da conquista, são no mínimo equívocos.

Muito bem, o Cuca pôs a putada para treinar já na segunda-feira, e, ainda que tenha sido só um recreativo, não poderia haver sinal melhor do que este de que o time do Cuca não quer repetir a experiência amarga do time do Joel, na quarta-feira seguinte ao título.

Ou poderia? No dia seguinte, eis que o goleiro Bruno vem a público dizer que aprendeu a valorizar o carioquinha, “ainda mais um tri”. O grave, no caso, não é o que ele disse, mas o contraste com sua declaração anterior de que “acho que o estadual é muito pouco [...] pelo que a gente faz e pelo que é cobrado durante o ano: quero algo mais”. Difícil evitar a impressão de que o porta-voz e agora líder do time está conformado com o carioquinha, e espera que a torcida esteja igualmente conformada. A impressão sai fortalecida pelo fato de ele estar pagando agora todas as promessas acumuladas ao longo dos vexames de 2008, a ser honradas quando ganhássemos “um título importante”.

Além do Bruno, também o nefasto Kléber Leite teria vindo a público (não achei a fonte) afirmar que “a prioridade, agora, é o tetra”, assim como afirmara em dezembro que “a prioridade, agora, é o tri”. Como assim, sr. Vice-Presidente? E esse intervalo de oito, nove meses entre hoje e o começo do carioquinha 2010?

Vindo de quem tem a chave do cofre, a declaração é muito mais grave do que a de quem só aspira a, de vez em quando, fechar o gol. Porque deixa a suspeita de que, se planejamento há na Gávea (uma hipótese, admito, generosa), todos os outros objetivos ficam subordinados à prioridade maior de ser tetracampeão estadual, contra botafogos e fluminenses. Admitido isso, está justificado desfigurarem o time na primeira janela de transferências, igualzinho em 2008, para montarem um novo time para frutificar dali a seis meses -- com resultados iguaizinhos aos de 2008.

Aos que enxergam em tri ou tetracarioquinhas o supra-sumo da glória, me desculpem, mas esse não é o Flamengo que eu cresci reverenciando. E se há mais gente em nossa torcida que pensa como eu (e eu suspeito que haja muita), fica aqui o apelo a quem de direito: tirem do armário, imediatamente, aquela faixa do “Brasileiro é obrigação”.

A faixa, é verdade, foi confeccionada num momento de supremo emputecimento com o time, logo depois de um estadual desses que hoje neguinho trata como a consagração definitiva. Mas ressuscitá-la hoje não tem por que ser interpretado como um ato hostil aos jogadores que, até aqui, no que vai de 2009, estão com crédito. É ato meramente preventivo, só um lembrete ao Bruno e aos seus futuros comandados de que, gratidão à parte pelo pentatri, nós esperamos mais deles.

Se possível, ressuscitem a faixa já para o jogo de amanhã, contra o Fortaleza. Eu cá suspeito que o que nós virmos em campo, no Ceará, há de ser um aperitivo do que o time nos reserva no que resta de 2009. E resta uma eternidade.

18 de abr de 2009

O FLAMENGO DO LEONARDO E O FLAMENGO DO KLÉBER LEITE

Reconheço de antemão que este é um momento complicado para eu tornar a dar as caras aqui. Às vésperas de uma final da Taça Rio, que muita gente boa acredita ser grandes merdas, minha conhecida impaciência com os pernas-de-pau que hoje compõem o Flamengo (jogadores e dirigentes, cada um na sua área) há de ser motivo suficiente para que se me acuse de corneteiro. Paciência.

Vou passar ao largo da pelada de domingo, cuja única serventia é a de permitir-nos passar à frente de um rival de dimensões meramente municipais numa competição idem. Tudo bem, há quem se emocione com essas coisas.

Se rompo meu silêncio de quatro meses para falar agora é porque fui levado a isso pelos recentes pronunciamentos do Leonardo, de uma lucidez atordoante. Não que a essência do que ele diz constitua grande novidade. Leonardo vem defendendo algo assim como a privatização do Flamengo há pelo menos seis anos. A única coisa que mudou agora foi a repercussão da coisa, com faniquitos histéricos de quem tem culpa no cartório por o Flamengo ter-se tornado essa instituição que só aspira ganhar campeonatinhos cariocas.

Nas poucas rodas em que me é dado opinar sobre assuntos rubro-negros, tenho defendido idéias semelhantes às do Leonardo há não pouco tempo. Ao mesmo tempo, confesso que há muito sinto certa exasperação com o Leonardo a cada vez que o ouço bater na mesma tecla, como que numa discussão meramente acadêmica, sem envolver-se minimamente na briga política indispensável para levar o projeto adiante. Ele lá alega que a estrutura viciada do Flamengo inviabilizaria de antemão qualquer esforço seu nesse sentido. Mas defende-se afirmando que tem conversado a respeito com dirigentes do clube. Em resumo: o valoroso Leonardo parece esperar que a mesma estrutura viciada que ele denuncia, por pura e simples persuasão racional, produza as mudanças que permitam a privatização do Flamengo.

Muito bem. Sem deixar de subscrever essas críticas que fiz ao Leonardo, sou forçado a reconhecer que, desta vez, o nosso valoroso ex-camisa 4 conseguiu algo realmente produtivo. Muito pela forma radical como se expressou -- a manchete d’O Globo era “Abre o clube, vende o Flamengo” --, pôs o tema na agenda de todo o mundo disposto a pensar o Flamengo para além da escalação do próximo jogo. Os conseqüentes ataques de pelanca dos dinossauros que ainda hoje comandam o clube ajudaram a dar ainda maior credibilidade à proposta: tornam patente que os mais enfáticos na oposição à idéia são justamente os personagens que fazem do Flamengo o que ele é hoje.

É pena que, em suas declarações posteriores, Leonardo tenha tentado contemporizar com o que ele próprio, na entrevista ao Globo, chamou de “estrutura viciada”. Reconhece abnegação e boas intenções nos que se ofenderam tanto com suas palavras e suas idéias. No entanto, um pouco mais adiante, não sei se por desatenção ou por extrema habilidade, pôs em questão todas essas boas intenções ao denunciar o pouco-caso com que a atual gestão deitou a perder o salva-vidas da Timemania: “Por que que o Flamengo foi inadimplente? Porque ele sabe que não vai dar nada. A dívida vai só aumentar, vai passar para o próximo Presidente e vambora e a gente vai.”

Diante de juízos assim incisivos, os que hoje esperneiam em público deviam refletir se de fato convém dar a cara a tapa, assumindo a culpa por ter tornado a endividar o clube sem nem ao menos trazer qualquer título de expressão em troca. Cá do meu lado, eu dou graças a Deus por esses personagens darem a cara a tapa. Quanto mais espernearem, tanto mais os termos da discussão assumem os seguintes contornos: que Flamengo você quer no futuro, o do Leonardo ou o do Kléber Leite?

Diante de uma discussão dessa transcendência, qualquer coisa que aconteça no domingo devia ser mera nota de rodapé na história rubro-negra.